Aqui encontras, sempre, o que procuras!

Centro Jovem

Esperamos por ti!

Pousadinha

Faz a diferença!

Voluntariado

Pretendemos um futuro melhor na nossa comunidade! Apostamos em ti!

Projetos

 

O início de 2017, trouxe consigo um rol de mudanças à Associação Juventude de Vila Fonche.

Um dos nossos colaboradores, Hélder Costa, decidiu embarcar num projeto de SVE (Serviço Voluntário Europeu), ao abrigo do Programa “Erasmus+”, intitulado “Co.Med.Y” e com uma duração de 6 meses (01/02 a 31/07), em Huamachuco, no Peru, na associação “Proyecto Amigo” que trabalha com crianças de risco e disponibiliza um gabinete de apoio às vítimas peruanas que sofreram de terrorismo de grupos extremistas entre 1980 e 2000. Temos a certeza que será uma experiência fantástica e enriquecedora para todos os envolvidos neste projeto.

Com a ausência do Hélder e para garantir a continuidade do seu trabalho e de todos os projetos que temos em mãos, recebemos um novo colaborador, o Giorgio Agostinelli, de nacionalidade italiana, que ficará a trabalhar connosco durante este período.

Leiam os seus testemunhos e percebam em 1ª mão todas as suas motivações, receios e expectativas.

 

No final de janeiro, de malas feitas, uma mochila repleta de sonhos, projetos pessoais e uma enorme vontade de ajudar os mais carenciados, parti para o Peru.

A despedida daqueles que mais gostamos nunca é fácil, mesmo para aqueles que já estão habituados, como é o meu caso, a viajar. No entanto, nunca estive fora do meu país e longe das pessoas que mais gosto por um período tão longo. Por isso, evitei longas despedidas optando sempre por dizer um “até já”, “até breve” ou, simplesmente, “até manhã”.

A viagem desde o Porto até Lima, durou cerca de 35h, com uma escala de 16h em Madrid. Aqui, entrei em contacto com alguns amigos madrilenos e visitei a cidade.

Chegou a hora de embarcar para Lima e de enfrentar 12h de voo. Decidi ficar nesta cidade 4 dias para conhecer e habituar-me a cultura peruana.

Depois de descobrir um pouco a capital peruana, apanhei um autocarro, por mais 17h, até Huamachuco.

Huamachuco é uma cidade do norte do Peru, que fica situada na Cordilheira dos Andes, a uma altitude de 3 269m. É uma zona bastante pobre onde prevalecem, como atividades principais, a agricultura e a exploração mineira. São muitas as crianças, que desde cedo, são obrigadas a trabalhar nas minas.

Devido à grande altitude, senti algumas dificuldades fisiológicas de adaptação. Os meus pés e mãos incharam, tive constantes dores de cabeça e dificuldades em respirar, mas nada que uns belos chás naturais da região não resolvessem.

Outra das grandes dificuldades, prende-se com a falta de um frigorífico em casa, algo impensável para nós europeus. Só tenho um fogão e para garantir as minhas refeições, tenho de ir todos os dias ao mercado e consumir os produtos no dia. Não existem talhos nem peixarias e todas as compras de produtos básicos têm de ser feitas no mercado de rua. Admito que, inicialmente, ver o peixe e a carne expostos num mercado de rua fez-me pensar, seriamente, em tornar-me vegetariano ou, até mesmo, vegan.

Embora todas estas dificuldades culturais e de adaptação, os primeiros dias de trabalho, como voluntário, têm sido bastante gratificantes. O simples abraço ou sorriso de uma criança, no final do dia, fazem-me acreditar que tomei a decisão certa. Ouvi-las, diariamente, a perguntar “Tio Bruno, cómo estás? Que vamos hacer hoy?” fazem-me acordar todos os dias com um sorriso na cara e com vontade de fazer mais e melhor.

Para todos aqueles que deixei em Portugal, apenas tenho a dizer que estou bem e que vos trouxe a todos na minha mochila de viagem. Até breve!!!”

Hélder Costa.

 

“Em pleno mês de dezembro, numa tarde fria em Milão, recebi uma mensagem de um amigo referindo-se que havia uma oferta de emprego em Portugal. Pedi-lhe mais informações sobre esta oportunidade e fiquei bastante entusiasmado. Desde esse dia até hoje já passaram 2 meses e, neste momento, aqui estou, em Arcos de Valdevez.

Chamo-me Giorgio, tenho 31 anos e sou italiano. Nos últimos anos tenho viajado bastante e participado em diversos programas educacionais e de voluntariado. A minha mochila está sempre pronta para mais uma aventura e acompanhou-me nas minhas viagens ao Quénia, Venezuela, Argentina e a diferentes países europeus. Neste momento, chegamos a Portugal. Para ser honesto, já tinha estado em Arcos de Valdevez acerca de um ano atrás, num projeto da Associação Juventude de Vila Fonche, ao abrigo do Programa “Erasmus+”. Durante essa atividade tive a oportunidade de aprender e ver o fantástico trabalho desenvolvido por esta associação ao longo dos últimos 40 anos e fiquei bastante impressionado pelos seus valores positivos.

Candidatar-me a esta vaga não foi uma decisão difícil, visto que, já conhecia um pouco do trabalho que esta associação realiza. Foi com entusiasmo que decidi juntar-me, nesta altura da minha vida, a esta associação, a esta família.

Desde que cheguei a Arcos de Valdevez, apercebi-me logo da grande vontade de todos para que me sentisse integrado, facilitando, assim, a minha adaptação. Estas atitudes são sempre bastante importantes neste tipo de experiências.

O meu papel na instituição, será encarregar-me daquilo que tem sido um marco na vida da associação, projetos europeus ao abrigo do programa Erasmus +. Uma característica importante desta casa, é a possibilidade, oferecida a muitos jovens, de participar em projetos de curto e de longo prazo, no estrangeiro. Esta será também uma das minha tarefas, incentivar a participação e envolver mais jovens neste tipo de experiência através da promoção e, sobretudo, propor novos projetos que possam sempre dar-lhes mais oportunidade de escolha.

Neste momento a Associação Juventude de Vila Fonche conta com 3 voluntários de diferentes países. Coordenarei, também, todo o trabalho deles para facilitar a sua experiência em Portugal.

Uma das outras características desta associação é a capacidade de criar um ambiente intercultural nas atividades do Jardim de Infância e Centro de atividades dos Tempos Livres, que geralmente são fechados no nível cultural.

Estou convencido que esta será uma grande “viagem” para mim, mesmo que ainda não consiga comunicar em português, espero aprender tudo sobre a cultura portuguesa, que em alguns aspetos é parecida com a italiana.

Espero melhorar o meu trabalho graças a esta nova abordagem e partilhar, tanto quanto consiga, experiências e pontos de vista.

Neste momento, gostaria de agradecer à Diana e a todos os colegas da Associação, pela sua hospitalidade e pela oportunidade que me foi concedida, na esperança de retribuir a confiança que me foi depositada, da melhor forma possível.”



Giorgio Agostinelli

Galeria

Atividades

Mais perto de ti!

Pousadinha

À tua espera!

A nossa equipa

Juntos somos melhores!